segunda-feira, agosto 22, 2016

clipping #3


Conversei com o Bolívar Torres sobre o Cravos para o “Segundo Caderno” d’O Globo. Ele fez uma ótima síntese do livro e de tudo o que trocamos, leia aqui




segunda-feira, agosto 01, 2016

clipping #2


O escritor Carlos Henrique Schroeder fez uma entrevista comigo para o blog do Record. Falo um pouco sobre os bastidores de Cravos, meu romance que começa a chegar às livrarias essa semana. Leia aqui


domingo, julho 24, 2016

clipping


O Bolívar Torres, jornalista e escritor, criou a seção “Abstrações” na revista Pessoa, uma série de entrevistas surreais e divertidíssimas com as perguntas que realmente importam. Respondi a nove delas essa semana, veja aqui



sexta-feira, julho 08, 2016

Sonho #2


Acordei com a impressão de ter passado a noite abraçada a M., e escrevi para ele imediatamente, antes mesmo de me levantar para ir ao banheiro. “Sonhou comigo?” “Como você sabe?” No sonho dele a gente jogava golfe, ou melhor, eu fazia tacadas sensacionais enquanto uma amiga se encarregava de pegar as bolas. No meu a gente se encontrava num apartamento enorme na praia de Copacabana, e se abraçava tanto que era quase como esses remédios que a gente toma pra esquecer. Ele respondeu com emojis de coração. Eu disse que depois de um tempo a namorada dele ficava meio brava, e ele disse que na vida real isso era improcedente. E combinamos, então, ficar um dia inteiro abraçados, pra ver se passa. 


quarta-feira, julho 06, 2016


Mais um texto para o blog da Intrínseca, sobre o Solteirona. O direito de escolher a própria vida, livro da jornalista americana Kate Bolick. Siga este link.




sexta-feira, junho 24, 2016

The blues - parte 2


sente um nó na garganta toda vez
enquanto assiste
às roupas girarem
no vidro redondo da máquina de lavar
everytime we say goodbye
i die a little

Alice Sant'anna, Pé do ouvido

Gosto de escrever e-mails imensos que quase sempre ficam sem respostas. Talvez sejam só exercícios mesmo. Agora, por exemplo, três estão salvos no rascunho, endereçados à mesma pessoa. O primeiro é muito raivoso. O segundo é é uma explicação de coisas que eu talvez já tenha explicado. O terceiro é uma declaração de amor, e é este que deveria enviar. Ou nenhum deles. Escrevi um livro inteiro pra você, mas parando pra pensar, parece que foi pra ele. 


segunda-feira, junho 20, 2016

Havia dias em que eu escrevia tanto a seu respeito que ele já não era muito real, de modo que, se de repente eu ficava face a face com ele numa rua, ele parecia mudado. Eu tinha conseguido drená-lo de sua substância, eu pensava, e preenchido meu caderno com aquilo, o que significava que em certo sentido eu o matara. Mas então, quando voltava para casa, a substância parecia estar nele mais um vez, onde quer que ele estivesse, porque o que agora estava vazio e sem vida era o que eu escrevera.


Lydia Davis, O fim da história (José Olympio, 2016, tradução de Julián Fuks)